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Acontece, na manhã desta segunda-feira (16/3), a inauguração da fase 1 das obras do Centro Nacional de Vacinas, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O complexo científico visa a integração entre pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes em uma estrutura inédita no Brasil. O lançamento da obra coincide com os 10 anos do CTVacinas, centro responsável por iniciativas pioneiras como a SpiN-TEC, primeira vacina integralmente concebida no Brasil a chegar à etapa de testes clínicos em humanos.
De acordo com a UFMG, a inauguração representa um movimento estratégico para ampliar a capacidade brasileira de desenvolver imunizantes e tecnologias em saúde dentro do próprio país. A solenidade contará com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, da reitora Sandra Goulart Almeida e de representantes do governo de Minas.
“A criação dessa infraestrutura coloca o Brasil em outro patamar na área de vacinas. Estamos estruturando um ambiente que integra pesquisa, desenvolvimento e produção piloto, algo fundamental para transformar conhecimento científico em soluções concretas para a saúde pública”, diz o coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli.
Na primeira etapa da construção, foi feita a base estrutural do complexo científico, com os dois blocos principais do empreendimento. “Estamos concluindo toda a estrutura da obra dos laboratórios, tanto do bloco de pesquisa e desenvolvimento quanto do bloco que vai abrigar a planta piloto para produção de lotes clínicos de vacinas”, explica Santuza Teixeira, professora da UFMG e uma das coordenadoras do CTVacinas.
Agora, será iniciada a fase voltada à instalação da infraestrutura científica e tecnológica. “O próximo passo é equipar os espaços com todos os equipamentos laboratoriais e as instalações necessárias para o funcionamento do Centro Nacional de Vacinas. Essa segunda etapa deve começar nos próximos meses”, completa Santuza.
De acordo com a UFMG, a previsão é que os primeiros laboratórios de pesquisa e desenvolvimento estejam completamente instalados até o fim de 2026. “A expectativa é que, no início de 2027, esses laboratórios já estejam em funcionamento, com as equipes trabalhando nesses espaços. Ao longo de 2027, vamos finalizar também a planta de produção dos lotes clínicos”, detalha a professora.
Apesar do prédio dedicado à pesquisa replicar modelos já existentes no país, a planta de produção de lotes clínicos – imunizantes ainda em fase experimental – representa, conforme a instituição, um avanço inédito no país, já que, até então, isso era feito no exterior. “O prédio de pesquisa e desenvolvimento terá estruturas semelhantes às que vemos em instituições como o Instituto Butantan e a Fiocruz. Mas a planta destinada à produção de lotes clínicos é algo realmente único no Brasil”, garantiu Santuza.
A medida permitirá que pesquisadores brasileiros acelerem o desenvolvimento de novos imunizantes, reduzindo etapas logísticas do processo. “Essa estrutura vai permitir não só avançar mais rapidamente com os projetos do CTVacinas, mas também apoiar pesquisas conduzidas por cientistas de todo o país”, prevê a coordenadora do CTVacinas.
Fonte: otempo.com.br