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O segundo ato de “Bem Black”, álbum do cantor Thiaguinho, já está disponível nas plataformas de música nesta sexta-feira (27). O lançamento busca contribuir e fazer um tributo à música preta brasileira. No segundo ato, o público encontra a sofisticação instrumental de Walmir Borges; a contemporaneidade urbana de Negra Li e a potência histórica de Sandra Sá.
“É um álbum construído a partir de muita vivência, vem muito dessa vontade que eu tive de olhar ainda mais pras minhas raízes. A música preta sempre fez parte da minha história e do que eu sou como cantor. A ideia é inspirar quem está chegando e também honrar quem abriu caminho pra gente”, diz Thiaguinho para a Billboard Brasil.
“Quero exaltar a autoestima preta, que durante muito tempo foi, e ainda é,negligenciada. O ‘Bem Black’ vai além da música, é também para tocar as pessoas e transformar a forma como cada um se enxerga e vê a nossa cultura.”
O disco é acompanhado de um trabalho audiovisual que, neste volume dois, traz o desfecho da narrativa visual apresentada inicialmente no primeiro lançamento. As gravações aconteceram no tradicional Club Homs, que carrega a energia da Avenida Paulista, em São Paulo, e sediou inúmeros bailes blacks nas décadas de 1980.
“A ideia era colocar os ritmos em sintonia. Para construir o álbum, eu tive influência dos ritmos da black music, como jazz, soul e R&B, sem perder aquilo que é a minha essência, o pagode. O samba e o pagode estão no meu DNA, no meu jeito de cantar, de interpretar e de contar histórias.”
“Eu bebi muito em fontes que sempre me inspiraram, como Tim Maia, Cassiano e Wilson Simonal, artistas que conseguiram traduzir essa sonoridade global para a nossa realidade brasileira. Tenho a honra de contar também com a rainha da música preta brasileira, Sandra Sá. É um disco que respeita a tradição, mas que também tem a minha cara.”
Na faixa inaugural, Thiaguinho abre os trabalhos do lançamento acompanhado do refino musical de Walmir Borges em “Jóia Rara”. Em sequência, o cantor fala de amor (sua especialidade) com “Pensamentos Intrusivos” – música que dificilmente o ouvinte vai conseguir tirar da cabeça.

A regravação de “Curtir um som”, do grupo Fat Family, se bastaria apenas com a parceria entre Thiaguinho e a rainha da música preta brasileira, Sandra Sá, mas o cantor se aproveita da atmosfera criada no salão principal do clube para fazer a introdução da faixa em inglês – momento que remete a como as pessoas se comportavam nos bailes blacks da época.
Com a presença de Negra Li, “Empoeirado Violão” traz a força da música urbana com traços do R&B nacional em uma canção que fala sobre as dualidades de uma paixão arrebatadora.
“A escolha dessas faixas veio muito do coração e da história que eu tenho com a música preta brasileira. Esse momento do álbum é muito especial pra mim porque é uma forma de reverenciar artistas e canções que ajudaram a me formar. São músicas potentes, que carregam identidade e memória, e que dialogam diretamente com o conceito do ‘Bem Black’.”
Fonte: Billboard Brasil