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A Universidade Federal de Lavras (UFLA) recebe, até sábado (18), o Terceiro Simpósio Brasileiro de Cachaça de Alambique. O evento reúne cerca de 250 especialistas para debater um dado alarmante: em Minas Gerais, aproximadamente 87% da produção da bebida ainda ocorre na informalidade. No cenário nacional, a estimativa é que apenas 10% dos produtores possuam registro formal nos órgãos competentes.
A falta de regularização preocupa autoridades e pesquisadores por afetar diretamente a segurança de quem consome. Segundo auditoras do Ministério da Agricultura e do IMA, produtos sem registro podem conter substâncias perigosas, como metanol ou excesso de cobre. A informalidade é atribuída ao desconhecimento das leis e à tradição de passar a produção de geração em geração sem assistência técnica adequada.
Para enfrentar o problema, órgãos estaduais e federais, como a EPAMIG e o Ministério da Agricultura, estão ampliando as ações de capacitação e fiscalização. Entre as iniciativas de destaque está o “Alambique-Escola”, focado na formação prática dos produtores. A ciência também tem sido aliada no processo, desenvolvendo pesquisas que permitem a padronização e a certificação da cachaça para o mercado externo.
Fonte: itatiaia.com.br