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A trajetória de Alcione ganha uma grande homenagem em São Paulo. A partir de 10 de julho, o Museu das Favelas, no Centro Histórico da capital paulista, recebe a exposição “Com Amor, Alcione”, que celebra os 50 anos de carreira da artista.
Foto: Instagram @alcioneamarromDepois de passar pelo Centro Cultural Vale Maranhão, onde foi sucesso de público e crítica, a mostra faz sua primeira itinerância e chega ao museu paulista reunindo mais de 650 itens do acervo pessoal da cantora. Entre eles estão fotografias raras, figurinos, vídeos, prêmios e objetos que ajudam a contar a história de uma das maiores vozes da música brasileira.
Mais do que revisitar cinco décadas de carreira, a exposição propõe uma reflexão sobre a formação da identidade brasileira a partir da trajetória de Alcione. O percurso aborda temas como família, fé, carnaval, migração e as identidades negra e nordestina, mostrando como a história da artista dialoga com experiências coletivas que marcaram o país.
A narrativa também conta com contribuições de nomes como Nei Lopes e Leonardo Bruno, ampliando o olhar sobre o legado cultural da cantora.
“É uma honra ter a minha vida e obra ocupando o Museu das Favelas. O nome, por si só, já revela a grandiosidade dessa instituição, que estou ansiosa para conhecer. Espero que o público goste e venha conhecer a história desta Marrom aqui, que tem uma gratidão imensa pelo povo de São Paulo. Nos vemos em breve”, afirmou Alcione.
Foto: Vinicius Mochizuki/Divulgação.A edição apresentada em São Paulo traz ainda um módulo inédito, criado especialmente para o Museu das Favelas. O espaço destaca Alcione como símbolo das pessoas migrantes e evidencia a contribuição dessas trajetórias para as transformações sociais, culturais e urbanas da capital paulista.
A curadoria é assinada por Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim, com curadoria institucional de Jairo Malta, colocando as identidades negras e nordestinas como eixo central da exposição.
Segundo Gabriel Gutierrez, diretor do Centro Cultural Vale Maranhão e um dos curadores da mostra, a itinerância também busca aproximar diferentes regiões do país.
“Esperamos que essa itinerância dedicada à artista amplie a percepção dos visitantes sobre a construção da cultura brasileira, reconhecendo sempre a contribuição do pensamento popular, principalmente afro-indígena, nesse percurso. A exposição é um grande viva a todos que, como Alcione, inventaram e continuam inventando nosso país a partir das margens.”