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Ariana Grande está processando hackers não identificados que, segundo ela, roubaram e vazaram repetidamente músicas inéditas, fotos e vídeos. O processo, divulgado pela Billboard, afirma que os hackers violaram a relação entre a cantora e seus fãs.
Em uma ação protocolada na Justiça de Los Angeles na segunda-feira (27), os advogados de Ariana afirmam que os hackers estavam visando fotógrafos e produtores que trabalham com ela.
Esse movimento permitiu o roubo de conteúdo privado. Segundo o processo, 45 músicas da cantora foram roubadas e vazadas somente em 2023. Os advogados alegam:
“Nem a Sra. Grande, nem nenhuma outra figura pública ou privada, deveria ter que sofrer tais violações causadas por esses criminosos que se escondem nas sombras e promovem o caos tecnológico com impunidade. É imprescindível para a Sra. Grande garantir, em seu próprio nome e no de outras pessoas, que essa conduta seja coibida ao máximo possível.”
O processo não nomeia réus reais. Em vez disso, cita hackers anônimos identificados como “John Doe” [termo usado para descrever pessoas desconhecidas nos Estados Unidos].
Seguindo a sua equipe jurídica, a cantora pretende usar a ação judicial para descobrir a identidade deles, possivelmente por meio de intimações judiciais a provedores de internet.
“A Sra. Grande move esta ação para descobrir as identidades desses indivíduos atualmente desconhecidos e inescrupulosos, a fim de responsabilizá-los por sua conduta invasiva e reprovável”, dizem os advogados.
Segundo os advogados de Ariana, ela tem sido alvo constante de ataques cibernéticos. Isso resultou no roubo de músicas, fotos e vídeos que fazem parte do processo criativo pessoal e profissional dela, sem destino ao consumo público.
Após os furtos, os hackers teriam vendido esse conteúdo na dark web por quantias significativas de dinheiro.
O processo alega que a cantora enfrentou centenas de vazamentos desde 2011. Entre os episódios citados estão um roubo em 2019 de masters e demos inéditos, ainda em produção, e imagens em vídeo, além de dois ataques em 2024 nos quais fotos inéditas da artista foram roubadas em golpes de phishing (golpe em que hackers se passam por empresas confiáveis para roubar dados pessoais).
“Essa invasão maliciosa da privacidade da Sra. Grande e a perturbação de sua carreira causaram a ela danos substanciais e irreparáveis devido a essa violação de privacidade”, dizem os advogados. “A apropriação indevida não autorizada e a divulgação desses materiais constituem uma violação da identidade e da arte da Sra. Grande, além da relação direta e sagrada que existe entre ela e seus fãs.”
Em termos jurídicos, Grande processa os hackers não identificados por invasão de privacidade, violação das leis da Califórnia contra invasão de sistemas informáticos e “conversion” — o equivalente civil do crime de furto.

Fonte: Billboard Brasil