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Minas Gerais deve enfrentar um trimestre com chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal entre agosto e outubro de 2026, segundo a previsão climática de consenso divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A projeção indica redução dos volumes de precipitação em todo o estado e aumento das temperaturas na maior parte das regiões mineiras.
De acordo com o órgão, a tendência de tempo mais seco é característica do período, já que agosto é historicamente um dos meses com menores índices de chuva em Minas. Neste mês, os poucos episódios de precipitação costumam ocorrer principalmente pela atuação de frentes frias, concentradas nas regiões Centro- Oeste, Sul e Vale do Rio Doce.
O Inmet alerta que, durante agosto, são comuns registros de umidade relativa do ar em níveis críticos, abaixo de 30%, podendo ficar inferiores a 20% no período da tarde.
A previsão aponta que as primeiras pancadas de chuva da temporada costumam aparecer entre meados e o fim de setembro, marcando o enfraquecimento gradual da estação seca. Já na segunda quinzena de outubro, historicamente, começa a transição para a estação chuvosa no Centro-Oeste e no Sul de Minas.
Segundo o instituto, essa mudança é marcada pelo aumento progressivo das chuvas, geralmente em forma de pancadas no período da tarde ou noite, podendo ocorrer rajadas fortes de vento e queda de granizo.
Em relação às temperaturas, o Inmet aponta que agosto e setembro ainda devem apresentar predomínio de céu claro e grande variação térmica ao longo do dia.
Apesar da possibilidade de episódios de frio associados ao avanço de massas de ar frio, o instituto destaca que, a partir de meados de agosto, ocorre aumento dos valores de temperatura máxima em todas as regiões do estado.
Em outubro, com a aproximação do período chuvoso, as temperaturas passam a ser influenciadas pela quantidade de nuvens na atmosfera. O mês costuma registrar algumas das maiores temperaturas máximas do ano em Minas Gerais.
A previsão climática indica que o trimestre agosto, setembro e outubro deve sofrer influência do fenômeno El Niño, que aumenta a probabilidade de ocorrência de períodos de calor intenso no Sudeste, principalmente no fim do inverno e durante a primavera.
Segundo o Inmet, não há evidências estatísticas de que o fenômeno altere diretamente a quantidade de chuva, mas ele pode influenciar a distribuição dos eventos.
Com isso, a tendência é de ocorrência de mais pancadas de chuva concentradas no fim da tarde e à noite e menor frequência de episódios associados à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), principalmente no início da primavera.
A previsão de consenso, elaborada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em conjunto com o INMET e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), aponta que as temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todo o estado. A única exceção é a região do Jequitinhonha, onde não há sinal climático definido.
Fonte: otempo.com.br