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Paulinho da Viola é o convidado do novo episódio do Tiny Desk Brasil, que estreia nesta terça-feira (13), às 11h, no YouTube. O cantor, compositor e multi-instrumentista apresenta um repertório que inclui “Dança da Solidão” e “Coração Leviano”, duas de suas composições mais conhecidas.
Na apresentação, Paulinho divide o espaço com dois de seus filhos: João Rabello, no violão, e Beatriz Rabello, nos vocais. A formação também reúne Celsinho Silva (percussão), Ricardo Costa (bateria), Dininho Silva (baixo), Marcos Esguleba (percussão), Adriano Souza (piano) e Mário Séve (flauta e sax soprano). O sambista alterna entre voz, violão e cavaquinho.
A experiência de tocar em um ambiente reduzido, próximo dos músicos e sem amplificação da voz no espaço, levou Paulinho a recordar suas primeiras gravações. Na época, além de compor e interpretar, ele participava diretamente dos arranjos e da produção dos discos.
“Nas primeiras gravações que eu fiz, não tinha um produtor musical. Que é uma coisa importante, pois ele fica observando e vai dizendo isto está errado, melhora aqui. Eu não tinha isso, eu fazia tudo. Quer dizer: fazia letra, música, às vezes fazia um ou outro arranjo, cantava, tocava”, relembrou no comunicado oficial.
O compositor também comentou como algumas melodias surgem espontaneamente, mas nem sempre podem ser recuperadas.
“Sozinho, dirigindo, quando dava por mim, isso aconteceu algumas vezes, eu percebia que tinha uma música me acompanhando”, contou. Ao tentar reproduzir a ideia, no entanto, percebia que a música já não era a mesma. “Era uma coisa que ficou assim numa espécie de um sonho.”

Nascido Paulo César Batista de Faria, no Rio de Janeiro, Paulinho cresceu em uma família ligada à música. Seu pai, o violonista César Faria, recebia em casa músicos como Pixinguinha e Jacob do Bandolim. O convívio com o choro e o samba marcou a formação do compositor, que recebeu o apelido Paulinho da Viola por influência de Zé Keti e do jornalista Sérgio Cabral.
Em 1965, integrou o espetáculo “Rosa de Ouro”, ao lado de Clementina de Jesus, Aracy Cortes e Nelson Sargento, entre outros artistas. No ano seguinte, assinou “Memórias de um Sargento de Milícias”, samba-enredo com o qual a Portela conquistou o título do Carnaval carioca de 1966.
A ligação com a escola de Oswaldo Cruz e Madureira atravessou sua obra, especialmente em “Foi um Rio Que Passou em Minha Vida”, lançada em 1970. Mais de cinco décadas depois, Paulinho continua associado à história da agremiação.
Recentemente, participou da gravação do samba da Portela para o Carnaval de 2027, em homenagem a Monarco, ao lado de Zeca Pagodinho, Diogo Nogueira e Teresa Cristina.
A apresentação integra a programação de aniversário de um ano do Tiny Desk Brasil, que estreou em outubro de 2025 com João Gomes como primeiro convidado. A edição nacional é produzida pela Anonymous Content Brazil, com curadoria desenvolvida em parceria com Amabis e supervisão da NPR, criadora do formato original nos Estados Unidos.
O projeto já recebeu artistas como Gilberto Gil, Péricles e Criolo. A nova fase conta com patrocínio do Itaú Live.
Como no formato original, os convidados são anunciados apenas no dia da estreia. Os episódios são disponibilizados às terças-feiras, às 11h. Às quintas-feiras, no mesmo horário, Sarah Oliveira apresenta o “Tiny Talks”, série de entrevistas com os participantes.
Fonte: Billboard Brasil