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Após mais de décadas sendo tratada como promessa, a Linha 2 do metrô de Belo Horizonte, que vai ligar a região do Barreiro à Linha 1, começa finalmente a sair do papel. O primeiro trecho será entregue em julho deste ano, com operação antecipada das estações Nova Suíça e Amazonas, inicialmente previstas para 2028. As duas primeiras estações da Linha 2 já atingem cerca de 90% das obras concluídas.
De acordo com o diretor-geral do Metrô BH, Júlio Freitas, o avanço das obras permitiu a antecipação do cronograma. “A Linha 2 está em franca expansão. Já temos duas estações com cerca de 90% das obras concluídas. Essa entrega foi antecipada, inicialmente estava prevista apenas para 2028”, afirmou.
A operação inicial contará com integração direta à Linha 1, permitindo que os passageiros façam a conexão entre os dois trajetos sem necessidade de pagar uma nova tarifa. A estação Nova Suíça será o ponto de integração, localizada entre Gameleira e Calafate. Com isso, o metrô vai sair do Barreiro e ir direto para as estações Amazonas e Nova Suíça – as duas últimas do trajeto de sete estações. As outras cinco paradas estão em estagios diferentes de construção.
Ao todo, a Linha 2 terá 10,5 quilômetros de extensão e sete estações, ampliando a ligação entre a região Oeste e o Barreiro, além de reforçar a integração com a Linha 1, que atualmente conta com 20 estações, entre Vilarinho, em Venda Nova, e Novo Eldorado, em Contagem.
Ao longo do trajeto, estão previstas as estações Nova Suíça, Amazonas, Salgado Filho, Vista Alegre, Ferrugem, Vale do Jatobá e Barreiro, conectando diferentes regiões da capital ao longo do eixo Oeste-Barreiro.
A primeira fase contempla o trecho entre Nova Suíça e Amazonas. As demais estações devem ser entregues gradualmente até 2028.
Além da Linha 2, o plano de modernização inclui a implantação da estação Novo Eldorado, em Contagem, construída entre Eldorado e Vila Oeste, na Linha 1. A nova estrutura já passou por testes operacionais no início deste ano. “Em 2028 teremos um metrô completamente revitalizado”, afirmou Júlio Freitas.
Com o início da operação do primeiro trecho, a Linha 1 seguirá funcionando normalmente, enquanto a Linha 2 passará a operar de forma parcial.
A ampliação do sistema também é acompanhada pela renovação da frota. Segundo Julio Freitas, dez novos trens estarão em operação até o fim de 2026. O primeiro já está no Brasil, em fase de testes, com previsão de começar a circular em abril.
“Os trens chineses que a gente adquiriu, o primeiro já chegou, está em fase de teste e deve começar a operar em abril”, afirmou. Os demais veículos serão incorporados gradualmente ao longo dos próximos anos.
As obras de expansão e modernização têm provocado impactos na rotina dos usuários e gerado manifestações ao longo da execução.
Segundo Julio Freitas, o cenário é resultado da própria complexidade da intervenção, realizada com o metrô em funcionamento. “A gente está fazendo uma reforma com o metrô funcionando. Isso gera impactos, mas é necessário”, afirmou.
Ele reconheceu que o aumento no intervalo entre trens está entre as principais queixas dos passageiros, mas afirmou que a concessionária atua para reduzir os efeitos. “Quando o ciclo de obras for concluído, essas interferências serão muito menores”, disse.
O diretor também destacou os impactos sociais das intervenções. “Temos mais de 340 famílias impactadas. Já conseguimos acordo com mais de 300 delas. Estamos trabalhando com cerca de 40 famílias para encontrar a melhor solução possível, sempre respeitando os direitos dessas pessoas, para liberar as frentes de trabalho e seguir com a expansão”, afirmou.
A expansão da Linha 2 deve ampliar a rede metroviária de Belo Horizonte em cerca de 46% e conectar dezenas de bairros. Ao final do projeto, o sistema contará com 27 estações, sendo 20 na Linha 1 e sete na Linha 2, e deve consolidar um novo patamar para o transporte sobre trilhos na capital.
Fonte: em.com.br