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Docência feminina atinge 78,8% na Educação Básica

Mas o meio acadêmico tem 47,6% de professoras; e em pós-graduação são 43%

 

As mulheres representam 78,8% do quadro de docentes na Educação Básica brasileira, ocupando 1.896.389 cargos de professoras nesta etapa de ensino no país. E em cargos de diretoria escolar totalizam 80,3%. Os dados constam no mais recente Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC), divulgados no dia 26/2.

Esses e outros números refletem a presença feminina no mercado de trabalho e na formação brasileira, principalmente no setor educacional. E provocam reflexões e análises, especialmente no Dia Internacional da Mulher, comemorado no último domingo (8/3), em data oficialmente reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975.

No nível Superior, a vantagem também é feminina. Conforme o último Censo Demográfico, os informes apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 20,7% das mulheres possuem Ensino Superior completo no Brasil. E apenas 15,8% dos homens chegam a concluir esses estudos. As mulheres também representam 59,5% do total de matrículas em graduação, de acordo com o Censo da Educação Superior, divulgado pelo MEC em fevereiro de 2026.

A porcentagem majoritária de docentes mulheres observada na Educação Básica, entretanto, não se mantém à medida que avançam as etapas educacionais. A presença de mulheres em corpos docentes no meio acadêmico cai para 47,6%, quando analisada a participação ativa na graduação brasileira, no Censo da Educação Superior.

Em pós-graduação, as mulheres somam uma atuação de 43%, segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que estão compilados no Plano Nacional de Pós-Graduação 2025–2029.

A reitora da Universidade Federal do RS (Ufrgs), Marcia Barbosa, – também eleita uma das 10 cientistas brasileiras mais influentes no mundo, pela Revista Forbes – revela que os indicadores na Instituição seguem a mesma lógica. A dirigente explica que, de modo geral, as mulheres conseguem ingressar na graduação, mas há dificuldade em mantê-las nestes espaços, pela falta de mecanismos no Ensino Superior brasileiro que compensem dificuldades específicas do cotidiano feminino, como menor visibilidade ou, mesmo, gravidez.

 

Fonte:correiodopovo.com.br

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