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Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou oito áreas de risco geológico nos municípios de Passos e São Roque de Minas, no Sul de Minas. Os estudos apontam a possibilidade de deslizamentos, erosão e inundações em regiões onde vivem cerca de 1,5 mil pessoas.
Em São Roque de Minas, o mapeamento realizado nos dias 5 e 6 de maio classificou duas áreas como de risco alto. Segundo o SGB, 201 imóveis estão localizados nesses setores, onde vivem aproximadamente 804 moradores, o equivalente a 11,27% da população do município.
As áreas ficam na avenida Prefeito Nilzo de Faria/avenida Casca Danta e na rua Olímpia. O relatório atribui os riscos à combinação entre as características do terreno e a ocupação de áreas suscetíveis.
O documento destaca o avanço de uma voçoroca — erosão profunda causada pelo escoamento da água da chuva —, que favorece novos processos erosivos e pode provocar deslizamentos. Além disso, as cheias do Rio do Peixe aumentam o risco de inundações nas partes mais baixas da cidade.
Em Passos, as equipes do SGB realizaram os levantamentos entre 11 e 15 de maio. O município teve seis setores classificados como de risco alto. Ao todo, o estudo identificou 166 imóveis em áreas suscetíveis, onde vivem cerca de 664 pessoas.
Os pontos de atenção estão distribuídos pelos bairros Candeias, Canjeranus, Centro, Jardim Bela Vista, Jardim Colégio, Polivalente e Santa Casa. De acordo com o relatório, os principais riscos envolvem deslizamentos em encostas ocupadas e inundações provocadas pelo transbordamento do Ribeirão Bocaina, além de limitações na infraestrutura de drenagem urbana.
Nos dois municípios, o Serviço Geológico do Brasil recomenda controlar a ocupação de áreas de risco, ampliar os sistemas de drenagem, estabilizar encostas, recuperar margens de cursos d’água e intensificar o monitoramento das áreas críticas durante o período chuvoso. O órgão também defende ações permanentes de orientação e alerta à população.
A reportagem de O TEMPO procurou as prefeituras de Passos e São Roque de Minas para entender as medidas adotadas diante dos riscos apontados pelo SGB. Assim que houver retorno, a matéria será atualizada.
Em todo o estado, o Serviço já mapeou 3,6 mil áreas de risco geológico. Desse total, 769 foram classificadas como de risco muito alto e cerca de 2,8 mil como de risco alto. Os levantamentos abrangem aproximadamente 248 mil domicílios e uma população estimada em 586 mil pessoas.
A reportagem também procurou a Defesa Civil Estadual e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais (Seinfra). Tão logo haja resposta, será acrescentada no texto.
Fonte: otempo.com.br