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No Brasil, mais de 65 mil cédulas falsas foram retiradas de circulação no mesmo período. Em Minas, as notas de maior valor concentram a maior parte das falsificações identificadas.
Do total registrado no estado, 4.289 eram cédulas de R$ 200, enquanto 2.843 correspondiam a notas de R$ 100. As duas denominações, juntas, representam a maior parcela das falsificações encontradas em Minas Gerais.
O número chama atenção principalmente no comércio, já que o estabelecimento pode assumir o prejuízo quando recebe uma cédula falsificada durante uma venda.
As notas de R$ 200 lideram entre as cédulas falsas retiradas de circulação em Minas Gerais neste ano. Foram 4.289 unidades identificadas entre janeiro e julho.
Na sequência aparecem as notas de R$ 100, com 2.843 apreensões. A concentração nas cédulas de maior valor aumenta o risco de perdas financeiras para comerciantes que não conseguem identificar a falsificação no momento do pagamento.
Embora cartões, transferências e o Pix tenham ampliado a participação dos meios eletrônicos nas compras, o dinheiro em espécie ainda circula em diferentes estabelecimentos e situações do dia a dia.
Por isso, a conferência das cédulas continua sendo uma medida importante para reduzir prejuízos.
Quando uma loja recebe uma cédula falsificada, o valor não pode ser tratado como dinheiro legítimo. Na prática, isso significa que o estabelecimento pode concluir a venda e, posteriormente, descobrir que o dinheiro recebido não possui validade.
O problema também pode atingir consumidores. Quem recebe uma nota falsa sem perceber pode acabar tentando utilizá-la em outra compra e enfrentar problemas caso a falsificação seja identificada.
Por esse motivo, a recomendação é não repassar uma cédula suspeita. Se houver dúvida sobre a autenticidade, o ideal é procurar uma instituição bancária para receber orientação e encaminhar a nota para análise.
A legislação brasileira diferencia quem falsifica ou coloca deliberadamente uma cédula falsa em circulação de quem recebeu o dinheiro sem saber que ele era falsificado.
Assim, uma pessoa que identifica posteriormente que recebeu uma nota falsa não deve tentar utilizá-la novamente. O simples fato de ter recebido a cédula, sem conhecimento da falsificação, não significa automaticamente que houve intenção criminosa.
No entanto, caso alguém saiba que a nota é falsa e ainda assim tente colocá-la novamente em circulação, a situação pode configurar crime.
O Banco Central orienta que a população observe os elementos de segurança das cédulas. Entre os recursos que podem ajudar na conferência estão a marca-d’água, o número que muda de cor, o fio de segurança e a impressão em alto-relevo, dependendo da denominação.
Além disso, é importante comparar uma nota suspeita com outra cédula legítima e verificar se os elementos de segurança correspondem ao padrão oficial.
Se a falsificação for percebida durante uma compra, o consumidor deve informar imediatamente o estabelecimento e evitar colocar a cédula novamente em circulação.
Quem recebe uma cédula falsificada não deve contar com o ressarcimento automático do valor. A nota passa por análise para verificar sua autenticidade e, uma vez confirmada a falsificação, não funciona como dinheiro válido.
Caso seja possível identificar quem colocou a cédula em circulação de forma consciente, a situação pode ser comunicada às autoridades para investigação.
O registro da ocorrência também pode ser importante para documentar o prejuízo e as circunstâncias em que a nota foi recebida.
Os 8.186 registros em Minas Gerais entre janeiro e julho de 2026 mostram que a falsificação de dinheiro continua sendo um problema mesmo com o crescimento dos pagamentos digitais.