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A pernambucana Duda Beat desembarca em Minas Gerais para uma apresentação especial ao lado da Orquestra Ouro Preto, grupo que nos últimos anos vem desenvolvendo projetos musicais com nomes como Carlinhos Brown, Alceu Valença, Diogo Nogueira e Pato Fu. O concerto com a cantora pop acontece no próximo dia 7 de julho, às 21h, na praça do Centro de Convenções da UFOP, em Ouro Preto, com entrada gratuita, integrando a programação especial dos 315 anos da cidade histórica.
Esta não é a primeira vez que a cantora pop se apresenta ao lado da orquestra comandada por Rodolfo Toffolo. Anteriormente, realizaram concertos no Teatro Alfa (São Paulo) e Arcos da Lapa (Rio). Porém é a primeira vez que vão dividir o palco em terras mineiras. A realização ganha um significado especial ao chegar à cidade que viu nascer o projeto, aproximando o universo pop da cantora pernambucana das sonoridades da Orquestra.
O repertório percorre diferentes gerações e referências musicais, do Manguebeat pernambucano às canções que consolidaram Duda Beat como um dos principais nomes da música brasileira contemporânea. Conhecida por sucessos como “Bixinho”, “Tangerina” e “Meu Pisero”, a cantora interpreta seus hits em arranjos assinados por Paulo Malheiros, especialmente concebidos para o diálogo com a Orquestra Ouro Preto.
Os novos sucessos “Na Tua Cabeça” e “Night Mare” também passam a integrar o repertório da apresentação. O programa também presta homenagem às raízes musicais que inspiram sua trajetória artística, incluindo obras ligadas ao universo do Manguebeat e à produção de Chico Science & Nação Zumbi.
Mais do que reunir artistas de diferentes universos musicais, a iniciativa evidencia a afinidade entre linguagens aparentemente distantes. De um lado, Duda Beat, com sua mistura singular de pop, brega e música eletrônica. Do outro, a Orquestra Ouro Preto, reconhecida nacionalmente por sua versatilidade e capacidade de transitar por diferentes tradições musicais, ampliando os horizontes da música de concerto sob a regência do maestro Toffolo.

“Cantar com a Orquestra, com o maestro Rodrigo Toffolo regendo, é, pra mim, uma honra gigante. Quando me chamaram pra fazer isso, eu fiquei extremamente emocionada. Extremamente mesmo. Parecia um sonho”, diz a cantora. “A experiência tem sido transformadora. A Orquestra traz texturas que não existem na versão original. São muitas camadas, muitos detalhes. Coisas que eu nunca tinha escutado. Ver minhas canções e as do Chico (Science) virando violinos, violoncelos, é super lindo. Eu fico arrepiada nos ensaios”, recorda.
A cantora revela que a parceria também impactou a forma como enxerga a própria música. “Me influenciou completamente. Eu quero trazer mais esses instrumentos pro meu som. Depois que você canta com a Orquestra, você nunca mais escuta suas músicas do mesmo jeito”.
Fonte: portalsucesso.com.br