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Depois de conquistar um Grammy Latino e se consolidar como uma das grandes apostas da nova música brasileira, Os Garotin tinham uma missão difícil: provar que o sucesso do primeiro álbum não foi por acaso. Em “FORÇA DA JUVENTUDE”, o trio não só confirma seu talento como amplia ainda mais o próprio universo musical.
O disco passeia pelo soul, R&B, MPB, funk e pop brasileiro com muita naturalidade. Nada parece forçado. Pelo contrário: a sensação é de que Anchietx, Cupertino e Léo Guima finalmente encontraram uma identidade sonora que conversa com o Brasil de hoje sem abrir mão das referências clássicas.
As participações especiais funcionam como complemento. Liniker, Marina Sena, BK’, Lenine e Malia entram no projeto mostrando que o protagonismo musical é compartilhado e que cada colaboração acrescenta uma nova camada ao disco.
Eu sou um pouco suspeita para falar, porque adoro Os Garotin, de São Gonçalo. É um álbum coletivo, muito bem executado, mas que não perde a personalidade. Faço aqui um destaque para a parte orgânica do disco. Guitarra, bateria, baixo e sopros me conduzem por arranjos que parecem simples à primeira vista, mas carregam a complexidade que só quem domina a arte de produzir um groove com alma brasileira e influência do soul consegue alcançar.

Fica também um salve para Os Garotin, mas também para Julio Raposo e toda a equipe de engenharia de som. O resultado é um álbum que nos transporta ao que há de melhor na música do passado, sem deixar de soar completamente conectado com 2026.
Minhas faixas preferidas são “Força da Juventude”, “Soul Brasileiro” — especialmente pelo encontro de referências musicais como Lenine e Hamilton de Holanda —, “Se Joga”, com Marina Sena e BK’, e “Deixa Eu Te Encontrar”, com Malia. Que música linda.
“FORÇA DA JUVENTUDE” se destaca pela qualidade das composições. O que mais me chama atenção é a leveza das melodias e a maturidade das letras, que fazem o álbum fluir de maneira muito natural. Os Garotin representam uma geração que entende a tradição da música brasileira, mas olha para o futuro. E, sem dúvida, ajudam a trazer de volta ao centro da cena um gênero musical que estava há algum tempo abafado pelo mercado. Que bom que temos Os Garotin.
E aí, vale o play?
Fonte: Billboard Brasil
Fonte: Billboard Brasil