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Um susto marcou a apresentação de Pocah na noite deste domingo (12), em Contagem, Minas Gerais. Durante o show, parte do palco cedeu, fazendo com que duas bailarinas caíssem. A cantora manteve o equilíbrio e interrompeu a apresentação na hora para verificar se a equipe estava bem.
Depois do susto, Pocah foi às redes sociais tranquilizar os fãs. Ela contou que a primeira preocupação foi retirar as bailarinas do palco e garantir que ninguém tivesse se machucado. Mesmo assim, não perdeu o bom humor ao comentar o episódio ao publicar um vídeo: “Contratante: ‘Quebrem tudo!’ A gente: ‘Não diga mais nada’.”
O incidente aconteceu justamente no Dia Nacional do Funk, celebrado em 12 de julho, data que Pocah aproveitou para falar sobre a importância do gênero na cultura brasileira. Uma das principais representantes do movimento, ela relembrou o preconceito enfrentado no início da carreira.
“Quando comecei, existia muito julgamento. Muitas pessoas olhavam para o funk como se ele não fosse cultura, como se não fosse música e como se quem viesse desse movimento tivesse menos valor. Eu vivi isso diversas vezes, mas nunca deixei que esse preconceito diminuísse o orgulho que tenho de fazer parte dessa história”, afirmou ela, à Billboard Brasil.

Para a cantora, o funk vai muito além do entretenimento. “O funk transforma vidas porque cria oportunidades onde antes muitas vezes só existiam dificuldades.
Ele movimenta profissionais, gera empregos, impulsiona negócios e mostra para muitos jovens que é possível sonhar e construir uma carreira por meio da arte.”
Pocah também comentou o reconhecimento internacional do gênero nos últimos anos. “É muito bonito ver o funk sendo ouvido no mundo inteiro, artistas internacionais querendo gravar com brasileiros. Mas acho que o maior reconhecimento acontece quando as pessoas entendem que o funk faz parte da cultura brasileira e merece respeito.”
Sobre o protagonismo feminino no gênero, a cantora avalia que o cenário mudou bastante. “Durante muito tempo tentaram dizer como uma mulher do funk deveria falar, se vestir ou se comportar. Hoje a gente mostra que pode ser dona da própria narrativa.”
Fonte: Billboard Brasil