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Um dos maiores êxitos de crítica e de público da década de 1980, “A Dança dos Signos”, de Oswaldo Montenegro, voltou à cena em 2026, ano em que o autor comemora 70 anos de vida. “A Dança dos Signos”, espetáculo que conquistou plateias ao unir música, teatro, humor e astrologia, chega no próximo sábado, 24 (21h30), ao Qualistage, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em uma montagem que combina a memória afetiva da obra com recursos multimídia e novas possibilidades cênicas.
Compositor, cantor, instrumentista, poeta, dramaturgo e diretor, Montenegro construiu uma carreira marcada pela liberdade criativa e pela capacidade de transitar entre diferentes linguagens. Em seu repertório, canções como “Bandolins”, “Lua e Flor”, “Intuição”, “Incompatibilidade” e “A Lista” atravessaram gerações, consolidando a identidade de um artista que transforma experiências humanas em música, reflexão e narrativa. No palco, sua atuação vai além da interpretação: ele conta histórias, conversa com o público, emociona e também provoca risos, conduzindo a plateia por um universo em que a poesia e o cotidiano caminham juntos.
Em “A Dança dos Signos”, a astrologia serve de ponto de partida para uma investigação bem-humorada dos tipos humanos. Entre um signo e outro, Montenegro apresenta personagens, brinca com comportamentos e estabelece conexões com figuras marcantes da música mundial. O ariano Elton John aparece na referência a “Your Song”, enquanto John Lennon, Paul McCartney, Bob Dylan, Belchior, Tom Jobim e Chico Buarque integram o passeio musical. O roteiro também recupera sucessos da carreira do compositor, inclui recente sucesso “O Alívio” (vídeo abaixo) e também seu consagrado poema “Metade”, numa costura que combina emoção, humor e reflexão.