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Thiaguinho está rodando o país com a turnê “Bem Black”, projeto que amplia o universo musical construído ao longo de sua carreira no pagode.
Em entrevista à Billboard Brasil, falou sobre as referências que formaram o trabalho e a conexão entre o gênero que o consagrou e outras vertentes da música preta.
Consagrado como um dos principais nomes da história do pagode, o artista mergulha em influências das décadas de 1970 e 1980 para explorar sonoridades como soul, jazz, afrobeat e R&B. O pagode, no entanto, continua como fio condutor do projeto.
“O pagode, assim como o soul, jazz, afrobeat e outros, também é música preta. Ele herda toda a base de percussão, da harmonia, do balanço. No ‘Bem Black’, a gente só deixou essa conversa mais evidente”, afirma.
O projeto reúne 14 músicas e é acompanhado por um filme musical. A proposta, segundo Thiaguinho, nasceu do desejo de revisitar referências que fizeram parte de sua formação e valorizar a diversidade da música preta.
“Busquei as referências que me formaram, pautada no pagode, que é a minha raiz”.
Entre os artistas que ajudaram a construir esse repertório estão alguns dos maiores nomes da música preta brasileira. Questionado sobre qual ídolo gostaria de ter na plateia para assistir ao espetáculo, ele cita Tim Maia, Cassiano e Wilson Simonal.
“Tem muitos artistas da black music brasileira com quem eu gostaria de compartilhar esse projeto, até porque o ‘Bem Black’ também nasce dessas referências e de tudo que eles ajudaram a construir na nossa música”, diz.
“Seria incrível se eu pudesse ter na minha plateia nomes como Tim Maia, Cassiano, Wilson Simonal. Referências que eu busquei para elaborar esse projeto”.
A proposta também apresenta outras influências ao público acostumado a acompanhá-lo por projetos como a “Tardezinha”. Segundo o cantor, a recepção tem sido marcada pela descoberta de novas possibilidades dentro de seu repertório.

“Tem sido muito gostosa essa recepção. É muito bom ver as pessoas descobrindo outras referências minhas, músicas e outras possibilidades dentro do show e entrando nesse universo junto comigo”, afirma.
A resposta do público reforça uma das ideias centrais do projeto: criar um espaço para diferentes referências da música preta e valorizar a identificação de quem acompanha o trabalho.
“O projeto traz uma mensagem linda, mas fica muito mais sentimental e forte com os fãs abraçando o álbum e, principalmente, se sentindo representados”.
Na hora de escolher três músicas para definir a energia do “Bem Black”, o cantor destaca “Pensamentos Intrusivos”, pela conexão com o público, e a regravação de “Olhos Coloridos”, registrada com Sandra Sá.
“‘Pensamentos Intrusivos’ traz uma energia muito gostosa para as apresentações e tem uma conexão forte com o público. A regravação de ‘Olhos Coloridos’, que fiz com a Sandra Sá, também é muito marcante para mim, por tudo que essa música representa e por poder dividir esse momento com ela.”
A terceira escolha, porém, fica para quem assistir ao show.
“Eu deixo em aberto pro público ir ao show e escolher pessoalmente. Tem releitura de “Jóia Rara”, tem “Me Balançou”, que tem dança e ritmo, tem muita coisa boa.”
Ingressos: Ticket360 e Sympla
Valores e Setores: Os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 90,00, variando de acordo com o lote vigente e a categoria. Os setores disponíveis para este show são: Pista Premium, Mesa, Cadeira e Camarotes.
Fonte: Billboard Brasil