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Nesta quinta-feira (07/05), a Receita Federal, em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou as operações Títulos Podres e Consulesa (Fase 2) para combater um esquema bilionário de fraude fiscal. A ofensiva mira uma organização criminosa que utilizava “títulos podres” para compensar débitos tributários de forma indevida, gerando um prejuízo estimado em R$ 770 milhões. Minas Gerais é o foco principal da ação, com mandados sendo cumpridos em diversas cidades, incluindo alvos no Sul de Minas.
A Operação Títulos Podres cumpre 40 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária em diversas localidades mineiras. Na região Sul do estado, as diligências se concentram nos municípios de Campo Belo e Pouso Alegre, visando lideranças e operadores financeiros da estrutura ilícita. Ao todo, a organização atuava em 17 cidades espalhadas por cinco estados brasileiros para viabilizar as fraudes tributárias.

As investigações revelaram que o grupo operava por meio de uma rede profissionalizada que envolvia consultorias, escritórios de advocacia e empresas de fachada. Pelo menos dez advogados estão entre os investigados por oferecerem falsas soluções para quitação de impostos. O esquema contava ainda com a participação de servidores públicos para facilitar a prática de estelionato contra o erário e empresas privadas.
Além dos crimes tributários, o grupo é investigado por lavagem de dinheiro, utilizando mecanismos sofisticados de ocultação de valores. As movimentações financeiras eram realizadas de forma pulverizada, utilizando contas de terceiros e procurações eletrônicas para dificultar o rastreio. Somente na Operação Consulesa, os desvios são estimados em R$ 670 milhões, enquanto a Títulos Podres soma outros R$ 100 milhões em danos.
Para garantir a reparação dos danos aos cofres públicos, a Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em ativos financeiros. As medidas cautelares incluem ainda prisões preventivas, afastamento de funções públicas e o sequestro de bens. A operação busca agora preservar provas e identificar outros envolvidos na rede criminosa que comprometia a arrecadação pública e a livre concorrência.
Fonte:varginhaonline.com.br