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O processo de privatização da Copasa foi concluído nesta terça-feira (16/06) em cerimônia realizada na Bolsa de Valores B3, em São Paulo. A operação financeira movimentou R$ 8,38 bilhões, com preço final fixado em R$ 49,03 por ação ordinária comercializada.
De acordo com informações do Governo de Minas Gerais, a mudança no controle acionário tem como objetivo expandir os investimentos no estado. A meta central é cumprir as diretrizes do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que exige o acesso universal a água e esgoto.
A venda correspondeu a 45% do capital social da empresa de saneamento. O Grupo Equatorial adquiriu a maior fatia negociada, passando a deter 30% do capital total com um aporte de R$ 5,59 bilhões. Os investidores institucionais responderam por 10,5% das ações, somando R$ 1,96 bilhão, enquanto investidores de varejo ficaram com 4,5%, totalizando R$ 838,9 milhões.
O Estado de Minas Gerais preservou uma participação de 5% no negócio por meio de uma ação de classe especial, conhecida como golden share. Este mecanismo assegura o poder de veto do ente público em decisões estratégicas. Adicionalmente, um acordo de acionistas firmado entre o governo mineiro e o Grupo Equatorial vai ditar as regras de governança corporativa.
O atendimento à população e os contratos vigentes não sofrem alterações imediatas na rotina operacional, conforme o relatório oficial do governo. A regulação e a fiscalização dos preços cobrados continuam sob a responsabilidade da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG).
Os municípios mineiros atendidos pela empresa possuem o prazo final até o mês de setembro para realizar a adesão formal às novas diretrizes operacionais. O planejamento estrutural da desestatização ocorreu nos últimos meses por meio de estudos técnicos e modelagem societária específica para o mercado de capitais.
Fonte: varginhaonline.com.br